Ney Matogrosso abre o jogo
A revista Rolling Stone traz na edição de maio uma entrevista com Ney Matogrosso. Aos 66 anos, ele relembra um de seus grandes amores, o cantor Cazuza, que morreu em 1990 e fala abertamente sobre sua relação com a maconha, que diz usar como uma forma de terapia. Sobre Cazuza, Ney afirma que “ele foi um dos três grandes amores da minha vida. Eu tinha muito medo de relacionamentos. Com ele vi que era possível um relacionamento além do sexo”.
Quanto a sua homossexualidade, ele afirma que descobriu por meio da igreja católica. “Ao me confessar, o padre logo perguntou: ‘Você já fez saliência com as meninas?’ Eu disse que não e ele emendou: ‘E com meninos?’ Então me perguntei: ‘E pode?’”, contou.
A opção sexual o deixou com a certeza de que era soropositivo na primeira vez em que fez o exame de HIV. “Eu tinha passado pela mão de vários que estavam doentes. Quando deu negativo, eu pedi a vários médicos uma explicação. Não tem.”
Sobre drogas, ele disse: “Sempre usei droga para abrir minha percepção. Quando tenho uma dúvida, uso maconha como terapia. E aí aflora, porque a resposta está dentro de mim”, explicou. Ele disse que conheceu a maconha na Aeronáutica.
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